Assim foi o Cávado
Fantástico...
Desta vez surpreenderam-me,
cheguei ao ponto de encontro 15 minutos antes da hora
marcada e fui o último a chegar, mais uma vez a pontualidade
Nortenha ficou demonstrada (estou-me a repetir muito nestas
descrições de passeios).
Á equipa do costume, 1 Evo e
só 4 Nelinhos porque um infelizmente não pode ir,
juntaram-se mais dois excelentes elementos, um Eliozinho que
chegou cheio de vontade e que facilmente se integrou no
grupo, aliás como tem vindo a ser hábito, e o nosso já
conhecido professor que com as suas altas frequências deixou
todos admirados, vem vindos ao grupo e espero em breve
voltar a pagaiar na vossa companhia.
O rio Cávado superou as
minhas expectativas, eu já sabia que iríamos encontrar um
rio de águas limpas, com as margens repletas de vegetação,
estreito e com bastantes curvas só não estava á espera de
encontrar um estuário repleto de vida natural, podemos
visualizar inúmeras aves, as vulgares gaivotas, as garças,
vários bandos de patos selvagens, mergulhões e até
conseguimos ver duas águias.
Tratou-se de uma actividade de
ida e volta, evitando-se assim os aborrecidos resgates. A
nossa missão era simples, sair de Esposende subir o mais
possível no rio e regressar a Esposende, pagaiando sempre a
favor das marés, ou não.

Logo à saída de Esposende
podemos verificar que a ponte do Fão continua fechada para
obras e que apesar de ser Sábado o estaleiro estava em plena
actividade, o fez com que a atravessasse a medo, “não fosse
o diabo tece-las” e algum descuido fizesse com que levasse
com um martelo na cabeça, só espero que nesta obra se
cumpram os prazos e que a ponte seja reaberta antes do
início da época balnear, conforme está determinado.
Ao todo pagaiamos cerca de 24
km, resolvemos voltar para trás quanto deparamos com o que
em tempos foi uma represa de um antigo moinho, poderíamos
ter continuado mas preferimos não faze-lo, fica para a
próxima.

É imprevisível aquilo que
podemos encontrar nas margens dos rios, no Tâmega
encontramos várias bolas de futebol, uma delas veio comigo
para Gondomar e vimos uma mota abandonada, mas ontem no
Cávado foram superados todos estes “achados”. Fomos
encontrar, perdido no meio da vegetação e meio submerso, um
clássico dos automóveis, uma carrinha VW vulgarmente
conhecida por “pão de forma”, o mais estranho é que não
havia uma única estrada perto, nem mesmo um caminho em
terra, como é que ela foi lá parar? Não faço a mínima ideia.

Esta actividade abriu-me o
apetite para conhecer todas as barragens do Cávado e seus
afluentes (Alto Cávado, Paradela, Salamonde, Caniçada, Venda
Nova e Alto Rabagão).
